terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Oh amor... Sentimento chato viu? Uh se eu soubesse que amar era assim antes eu arrancava um por um dos meus sentimentos, virava uma menina ‘oca’. É só pensar no meu amado menino e já fico feliz, triste, alegre, raivosa, calma, irritada, hiperativa, lenta, um palpitar mais forte do coração, um dor terrível no fundo do peito, sinto um frio na barriga, mas também um calor que me esquenta por completa. Isso, só de pensar, com ele na frente é isso aumentado umas mil e uma vezes, como se meu coração fosse subir na garganta, minha pele queimasse em uma febre de mais de quarenta graus, uma sensação boa, mas pavorosa. Tenho medo do Chucky, uma jovem com medo de um boneco de menos de quarenta centímetros, mas o que ele me causa da vontade de correr o pra China, que é do outro lado do oceano, e ficar ali com ele ao mesmo tempo.
Queria ter poderes, cá’ entre nós, que pessoas e sã consciência nunca pensaram em ter poderes não importando a idade? Por mim, eu teria a invisibilidade, poderia voar, controlar o ar, o fogo e a água, transformar as coisas, e claro, muita magia pra ter o que eu quisesse. Ainda mais fazer estrelas, move-las no mínimo, fazer formas, nomes, imagina só uma mensagem de estrelas, wow, seria incrível!
Vou resumir minha vida pra me compreender um pouco mais. Sou uma menina jovem de 2º ano do 2º grau que já fez muita coisa, quando eu era pequena (coisa que não mudou muito hoje), eu era uma criança muito feliz, uma infância que realmente, pra mim, não tem melhor, nem se eu fosse rica ia ser tão boa quanto foi, eu ri, chorei, brinquei, enjoei, fiquei doente, mas sempre fui bobona. Quando gatinhava ainda, virei um pote de cera, aquela que passa do chão mesmo, no meu cabelo, divertidíssimo, meu cabelo ainda é castanho, se não fosse isso, ele seria mais escuro, mas acho que está melhor assim, castanho chocolate natural, hoho. Aprendendo a andar eu queimei minhas duas mãos no forno da casa de minha tia, quarenta belos dias com minhas pequenas mãozinhas enfaixadas, melhor, trocando todo dia as faixas no hospital. Com 5 anos eu acho, minha boca ficou cheia de bolhas, não conseguia comer, então fiz a coisa mais animador pra uma criança: fui internada para tomar soro. Lembro que uma vez eu estava dormindo na hora de trocar o soro, acordei com a enfermeira tirando a agulha do meu braço, quando eu vi o tamanho da agulha que ela estava colocando no meu braço, peguei trauma, gritei, chorei, se desse uma brecha eu fugia, só não fazia isso que não queria mexer o braço com a agulha. Não sei com que idade eu assisti primeiro filme do Chucky, mas é por culpa do meu irmão, que no corredor escuro da minha casa a noite ele pegou um palhaço que já assustava sozinho e mexeu com ele no corredor fingindo andar, dei um grito que nunca mais vou dar na minha vida de tão aterrorizada que fiquei. Meus gostos são estranhos pra mim mesma, quem me vê, acha que sou aquele tipo de menina ‘não me toque’, mas eu sempre fui moleca, até minha prima brigava comigo por sentar de pernas abertas. Se for pra eu ver filme de terror, eu rio. Se for pra me sujar, chego à minha casa puro barro, meus tênis só uso ‘All star’s’ pra nem limpa. Pagando mico eu me divirto horrores. Sempre fui baixinha, miudinha, magrinha. Mas se me chamam de ‘nanica’, ‘baixinha’, ‘tampinha’, ‘chaveirinho’ e várias outras coisas que chamam, ou falam de altura e olham pra mim bem sarcástico, sempre, desde meus 6 anos, fico com uma raiva. Lembro que na minha 1ª série, onde eu estudei com meu irmão fazendo a 4ª série dele, ele e os amigos dele me irritavam chamando de ‘Mônica’, eu era dentuça mesmo e adorava levar meus bichos de pelúcia, eu passava o recreio correndo atrás deles quase chorando. Mas é a vida de uma menina de menos de um metro e meio né? Bem, ‘querido diário’, eu vou parar um pouco que já está meio longo isso, e já aprontei mais coisas que contaria outra hora, em outro momento, então termino por aqui meu post.

Obs.: Hoje minha professora de língua portuguesa disse "Por amor se morre", agora tenho certeza, eu não quero nunca mais amar na minha vida. '-'